17 novembro 2005

em breve voltarei...

05 agosto 2005

Como parar de fumar em apenas uma vida...*

O passo inicial deste ‘tratamento’ é, evidentemente, começar a fumar – afinal, alguém que nunca tenha fumado jamais irá pensar em parar de fumar... É importante lembrar que tal iniciativa deve dar-se por volta dos 13-14 anos, visto que nesta fase temos uma facilidade enorme de nos apropriarmos dos vícios de nossos amigos, ídolos e referenciais de modo geral... Sem contar, também, nossa ânsia pela experimentação do novo e pela provação de nossos limites... Depois disso vem o mais fácil: durante ½ ano fumar 1 cigarrinho na hora do intervalo da escola ou quando estiver matando aula; no próximo ½ ano fumar, além do cigarrinho já fumado, mais alguns cigarrinhos no final de semana ou em acampamentos... Depois disso é só adicionar mais alguns cigarrinhos diários, que irão aumentando de quantidade gradativamente e imperceptivelmente... Bem, quando você chegar a uma carteira de cigarros por dia e duas – ou mais – por final de semana você já está pronto para a fase seguinte: inúmeras tentativas frustradas para parar de fumar... Nessa fase você ficará durante uns 5 anos – no mínimo... Mas não se preocupe! Isso não é o pior... Tem ainda a tosse, o mau-hálito, a tosse, a ressaca aumentada, a tosse, sua mãe ‘enchendo o saco’, a tosse, aquela roupa que você adora e não sabe bem como queimou, a tosse, os dedos amarelando, a tosse, os não-fumantes, a tosse, as áreas para não-fumantes, a tosse, a grana que vira fumaça, as crises insuportáveis de tosse, a tosse insuportável... Enfim, tentar parar de fumar não é, REALMENTE, o pior de tudo... Mas, calma! Não se assuste (...ainda!)... Agora falta pouco... Você já fuma á uns dez anos e já não dorme (por causa da tosse) a mais de uma semana... Solução: consulta urgente e cara (sim! eu estou falando de grana...) com um especialista... Tãnãnãnã! O MEU pneumologista! Sim! Todo fumante conhece um pneumologista ou, então, tem preferência por algum deles... No dia da consulta leve sua mãe junto, especialmente se ela for do tipo superprotetora – caso ela não seja converse comigo antes e podemos agendar umas aulas para ela com minha mãe (PhD em superproteção)... O quadro está desenhado: sua mãe lhe recriminando, seu pneumologista falando sobre seus brônquios e inflamações, secreção, blábláblá... Na hora do exame médico ele descobre uma leve taquicardia devido à dificuldade que você tem para respirar, chiados e a tosse (claro!!!), que nem na hora da consulta consegue cessar... Depois disso mais uma ½ hora de papo contra o cigarro e suas atitudes perante ele, um discurso pela vida, uma demonstração de como você ainda é nova demais, e todo o blábláblá que qualquer fumante conhece de trás pra frente... Mas bem, quase no final da consulta ele lhe dá a prescrição, lhe aperta a mão e lhe deseja boa sorte – boa sorte porque de hoje em diante, segundo as palavras de seu pneumologista, você deve parar de fumar se quiser continuar a viver... Saindo do consultório você chega a uma farmácia e compra a primeira leva de medicamentos que servirão para curar a tosse e a inflamação... Com isso se vai o seu salário junto... E fica faltando ainda a segunda leva de medicamentos: aquela que vai te ajudar a parar de fumar e te levar a falência... Pois é, todo esse marketing sobre o SUS fornecendo tratamento para quem quiser (e principalmente, tiver que) parar de fumar era pura lorota! Depois de tudo isso, e pensando bem, você resolve tentar... Promete pra si mesmo nunca mais fumar... Mantém uma carteira de cigarros por perto para provar, ao vê-la, que não precisa dela; sai com seus amigos que fumam na sua frente, ao seu lado e atrás de ti também; vê pessoas fumando na TV, nas revistas e nos clipes dos caras mais legais do planeta; freqüenta lugares cheios de fumantes.... Mas você está lá, com uma idéia fixa na cabeça, sem tosse, pensando (ainda) se compra ou não o maldito adesivo de nicotina e os comprimidos que vão te deixar sem vontade de fumar.... E assim prossegue o tratamento por que, afinal, você só tem 23 anos e uma vida inteira tentando parar de fumar...

*Essa é minha auto-homenagem aos meus primeiros dias sem NICOTINA...
(Aline Cabral, 05 de agosto de 2005)

14 maio 2005

sob o sol sem blues¹



e tarde vazia se encheu de alegria!


enfim o sol, a grama, as árvores, as crianças brincando, as palavras amigas, as histórias engraçadas, os risos... muitos e muito solto por sinal...

1 diga-se de passagem que só faltou o blues e afins porque nosso radinho não tinha pilha...

os porquês sem porquê - parte II (e agora com o título corretamente escrito)

por que você diz sim e eu digo não?

por que eu sempre digo não e você sempre tenta me convencer do sim?

por que quando eu digo sim não era bem isso que deveria ter sido dito?

ato 3

a noite foi produtiva ontem... sai - encontrei-me, na verdade - com alguns amigos altamente politizados, incansavelmente intelectualizados, mas duvidosamente socializados (hehe)... debates, idéias, conflitos e muita risada num verdadeiro boteco até às 7 e tanto da manhã...
tudo ótimo não fosse o dia seguinte... e as descobertas também...
descobrir que o álcool causa danos irreversíveis a memória... bem, alguns até reversíveis mas que para tal seja necessário existir um estímulo externo de algo ou alguém que não sofra da mesma seqüela...
descobrir que a vida não é estanque (SEGURANÇA NÃO EXSTE!)- mesmo que eu não me desse por conta pensar que ela seja assim e de modo algum discordar de tal afirmação...
descobrir que mesmo acreditando que nada é compartimentado, tenho momentos em que compartimento tudo... ações, sentimentos... tudo...
descobrir que eu tenho mais medos do que consigo admitir... e que o maior desses é medos é vencer o medo de vencer o medo...
descobrir que não depende exclusivamente da minha vontade que as pessoas me queiram bem ou não... e que nem sou eu a decidir o quanto elas podem querer bem ou não...
descobrir que apesar de ter 'vivido tanto' (como as vezes julgo ter vivido) preciso viver muito mais... preciso me libertar... afinal, já sou quase uma mulher (hehe!!! essa última frase foi piada!!)...
a propósito, e apesar de tudo que escrevi, me sinto bem hoje... leve...

13 maio 2005

young falou

'os porquês sem porquê. o primeiro é porquê porque pode ser substituido por motivo e o segundo pq está sendo utilizada como resposta e tem pontuação junto.' (by young)

PS: na próxima eu acerto o título...

os por ques sem porque¹ - parte I

por que os cães não gostam dos cavalos?
por que os elefantes não gostam dos ratos?
por que as pessoas não gostam da verdade?
1 título provisório (ou não) até que meu bom young me diga se está correto escrever assim (ou não).

não esconde porque eu procuro e acabo achando...

os melhores livros são os roubados...
bem como os melhores discos
e os melhores namorados...

PS: a próposito, diga-se de passagem, só para esclarecer e não me comprometer,
é necessário dizer que não conheço o prazer de nenhum dos tais delitos...
mas escondam seus livros (rsrsrs)...

sexta-feira 13

sexta-feira 13, gato preto, lua cheia...
anarquismo, comunismo, revolta...
sexo sem compromisso, encher a cara, se abster da realidade (leia-se: usar psicotrópicos, narcóticos e afins)...
vc acredita em tudo que te falam a respeito?

santos, igreja, papa...
democracia, desenvolvimento, direitos...
até que a morte os separe, responsabilidades, equilíbrio...
vc acredita em tudo que te falam a respeito?

'seja realista! exija o impossível!

PS1: só prá lembra - ODEIO JORNAL NACIONAL - êta programinha mais deprimente, sô!
PS2: sim! o 'programinha' foi em tom altamente pejorativo...

ato 2

aatchiim!!

pois é, gripada! e por isso de repouso - e por isso na frente da televisão (ligada, diga-se de passagem) o dia todo (e a noite tbém)... uhn... eca!

(continuando) e por isso sem nada decente na cabeça - e por isso sem estímulo algum para escrever - mas nem por isso deixarei esse dia vazio - e prá isso servem os amigos - e por isso os e-mails - e com isso um trecho do caio em morangos mofados - e por isso: valeu, ricardo*!

'deve haver alguma espécie de sentido ou o que virá depois? – são coisas assim as que penso pelas tardes, parado aqui nesta janela, em frente aos intermináveis telhados de zinco onde às vezes pousam pombas, e dito desse jeito você logo imagina poéticas pombinhas esvoaçantes, arrulhantes. são cinzentas, as pombas, e o ruído que fazem é sinistro como o de asas de morcego. conheço bem os morcegos, seus gritinhos agudos, estridentes. mas não quero me apressar. penso que se conseguir dar algum tipo de ordem nisto que vou dizendo haverá em conseqüência também algum tipo de sentido. e penso junto, ou logo depois, não sei ao certo, que após essa ordem e esse sentido deve vir alguma coisa.'

*esse é o cara (amigo) q mandou o bendito e-mail com o trecho do caio.

12 maio 2005

tosca poesia

tão sem sal quanto sopa de hospital...
tão sem graça quanto bêbado sem cachaça...
tão sem cor quanto filme preto e branco...


vazio, vazio, vazio...
acho que estou vazando...

ato 1

acho que essa vai ser a última de tantas tentativas de fazer um blog... na verdade esta tentaiva é simultânea a outra - mas um blog que trata de outras aspirações... de outras epifanias...
estranho começar assim, sem saber ao certo o que dizer (escrever)... até onde ir, quando parar, o que escrever, como começar...
pois bem, como qualquer tentativa será válida vou copiar aqui o profile do meu orkut... isso vai elucidar um pouco de quem sou - ou de quem penso que sou...
...eu gosto do sol e gosto da chuva... gosto do céu, suas estrelas, nuvens e cores... gosto do pôr-do-sol e AMO a lua... gosto das árvores, suas formas e texturas... gosto de estar longe do concreto – sim! falo do cimento e do asfalto, das estruturas de aço e construções... gosto de quando o tempo parece parar... ficar deitada na rede olhando o nada e o tudo... gosto de caminhar contra o vento, olhando a paisagem, falando sozinha e esquecendo das pessoas que passam por mim... às vezes gostaria de ser invisível... gosto de andar de ônibus e ficar viajando (em ambos os sentidos) numa vida diferente, imaginando a vida de cada um e o que acontece dentro de cada casa, apartamento ou refúgio por onde passo... gosto de bichos, mas em especial gatos, pássaros, borboletas e tartarugas – inclusive tenho uma TATOOruga... Dolores... gosto de livros e de tudo que é escrito, música, poesia, enfim todas as artes e formas de expressão... e admiro quem os faz... gosto de quem acredita em alguma coisa sem medo de errar... gosto de pessoas que querem mudar... gosto de sair com amigos, conhecer pessoas... gosto de falar, perguntar, dar palpite, aprender... gosto de jogar sinuca e cartas, música ao vivo, encontros etílicos entre amigos, fugas da realidade, fazer o que realmente quero, deixar o corpo agir por si... gosto de momentos mágicos... gosto de ficar sem palavras... gosto do que é novo e do velho que vale a pena reviver... gosto de amar e amo demais – sem distinção... amo amigos, pessoas que admiro demais, família... gosto de gente, mas me dou bem com a solidão... até por que odeio estar mal acompanhada... tenho medo do escuro, do bicho-papão, dos raios e dos trovões... tenho medo que não gostem de mim e do que faço, mas vivo em estado de constatação – sou e faço para depois ver a reação... as vezes calada, as vezes falante... sempre confusa... sempre reticente... sempre querendo mais... odeio pré-conceitos e conceitos perpetuamente estabelecidos... odeio hipocrisia, mentira e injustiça... acredito nas pessoas, na paz e na revolta.... acredito na mudança... preciso de atenção e carinho... preciso que me segurem a mão... apesar de achar que o fundo do poço, as vezes, pode ser um bom lugar...