14 maio 2005

sob o sol sem blues¹



e tarde vazia se encheu de alegria!


enfim o sol, a grama, as árvores, as crianças brincando, as palavras amigas, as histórias engraçadas, os risos... muitos e muito solto por sinal...

1 diga-se de passagem que só faltou o blues e afins porque nosso radinho não tinha pilha...

os porquês sem porquê - parte II (e agora com o título corretamente escrito)

por que você diz sim e eu digo não?

por que eu sempre digo não e você sempre tenta me convencer do sim?

por que quando eu digo sim não era bem isso que deveria ter sido dito?

ato 3

a noite foi produtiva ontem... sai - encontrei-me, na verdade - com alguns amigos altamente politizados, incansavelmente intelectualizados, mas duvidosamente socializados (hehe)... debates, idéias, conflitos e muita risada num verdadeiro boteco até às 7 e tanto da manhã...
tudo ótimo não fosse o dia seguinte... e as descobertas também...
descobrir que o álcool causa danos irreversíveis a memória... bem, alguns até reversíveis mas que para tal seja necessário existir um estímulo externo de algo ou alguém que não sofra da mesma seqüela...
descobrir que a vida não é estanque (SEGURANÇA NÃO EXSTE!)- mesmo que eu não me desse por conta pensar que ela seja assim e de modo algum discordar de tal afirmação...
descobrir que mesmo acreditando que nada é compartimentado, tenho momentos em que compartimento tudo... ações, sentimentos... tudo...
descobrir que eu tenho mais medos do que consigo admitir... e que o maior desses é medos é vencer o medo de vencer o medo...
descobrir que não depende exclusivamente da minha vontade que as pessoas me queiram bem ou não... e que nem sou eu a decidir o quanto elas podem querer bem ou não...
descobrir que apesar de ter 'vivido tanto' (como as vezes julgo ter vivido) preciso viver muito mais... preciso me libertar... afinal, já sou quase uma mulher (hehe!!! essa última frase foi piada!!)...
a propósito, e apesar de tudo que escrevi, me sinto bem hoje... leve...

13 maio 2005

young falou

'os porquês sem porquê. o primeiro é porquê porque pode ser substituido por motivo e o segundo pq está sendo utilizada como resposta e tem pontuação junto.' (by young)

PS: na próxima eu acerto o título...

os por ques sem porque¹ - parte I

por que os cães não gostam dos cavalos?
por que os elefantes não gostam dos ratos?
por que as pessoas não gostam da verdade?
1 título provisório (ou não) até que meu bom young me diga se está correto escrever assim (ou não).

não esconde porque eu procuro e acabo achando...

os melhores livros são os roubados...
bem como os melhores discos
e os melhores namorados...

PS: a próposito, diga-se de passagem, só para esclarecer e não me comprometer,
é necessário dizer que não conheço o prazer de nenhum dos tais delitos...
mas escondam seus livros (rsrsrs)...

sexta-feira 13

sexta-feira 13, gato preto, lua cheia...
anarquismo, comunismo, revolta...
sexo sem compromisso, encher a cara, se abster da realidade (leia-se: usar psicotrópicos, narcóticos e afins)...
vc acredita em tudo que te falam a respeito?

santos, igreja, papa...
democracia, desenvolvimento, direitos...
até que a morte os separe, responsabilidades, equilíbrio...
vc acredita em tudo que te falam a respeito?

'seja realista! exija o impossível!

PS1: só prá lembra - ODEIO JORNAL NACIONAL - êta programinha mais deprimente, sô!
PS2: sim! o 'programinha' foi em tom altamente pejorativo...

ato 2

aatchiim!!

pois é, gripada! e por isso de repouso - e por isso na frente da televisão (ligada, diga-se de passagem) o dia todo (e a noite tbém)... uhn... eca!

(continuando) e por isso sem nada decente na cabeça - e por isso sem estímulo algum para escrever - mas nem por isso deixarei esse dia vazio - e prá isso servem os amigos - e por isso os e-mails - e com isso um trecho do caio em morangos mofados - e por isso: valeu, ricardo*!

'deve haver alguma espécie de sentido ou o que virá depois? – são coisas assim as que penso pelas tardes, parado aqui nesta janela, em frente aos intermináveis telhados de zinco onde às vezes pousam pombas, e dito desse jeito você logo imagina poéticas pombinhas esvoaçantes, arrulhantes. são cinzentas, as pombas, e o ruído que fazem é sinistro como o de asas de morcego. conheço bem os morcegos, seus gritinhos agudos, estridentes. mas não quero me apressar. penso que se conseguir dar algum tipo de ordem nisto que vou dizendo haverá em conseqüência também algum tipo de sentido. e penso junto, ou logo depois, não sei ao certo, que após essa ordem e esse sentido deve vir alguma coisa.'

*esse é o cara (amigo) q mandou o bendito e-mail com o trecho do caio.

12 maio 2005

tosca poesia

tão sem sal quanto sopa de hospital...
tão sem graça quanto bêbado sem cachaça...
tão sem cor quanto filme preto e branco...


vazio, vazio, vazio...
acho que estou vazando...

ato 1

acho que essa vai ser a última de tantas tentativas de fazer um blog... na verdade esta tentaiva é simultânea a outra - mas um blog que trata de outras aspirações... de outras epifanias...
estranho começar assim, sem saber ao certo o que dizer (escrever)... até onde ir, quando parar, o que escrever, como começar...
pois bem, como qualquer tentativa será válida vou copiar aqui o profile do meu orkut... isso vai elucidar um pouco de quem sou - ou de quem penso que sou...
...eu gosto do sol e gosto da chuva... gosto do céu, suas estrelas, nuvens e cores... gosto do pôr-do-sol e AMO a lua... gosto das árvores, suas formas e texturas... gosto de estar longe do concreto – sim! falo do cimento e do asfalto, das estruturas de aço e construções... gosto de quando o tempo parece parar... ficar deitada na rede olhando o nada e o tudo... gosto de caminhar contra o vento, olhando a paisagem, falando sozinha e esquecendo das pessoas que passam por mim... às vezes gostaria de ser invisível... gosto de andar de ônibus e ficar viajando (em ambos os sentidos) numa vida diferente, imaginando a vida de cada um e o que acontece dentro de cada casa, apartamento ou refúgio por onde passo... gosto de bichos, mas em especial gatos, pássaros, borboletas e tartarugas – inclusive tenho uma TATOOruga... Dolores... gosto de livros e de tudo que é escrito, música, poesia, enfim todas as artes e formas de expressão... e admiro quem os faz... gosto de quem acredita em alguma coisa sem medo de errar... gosto de pessoas que querem mudar... gosto de sair com amigos, conhecer pessoas... gosto de falar, perguntar, dar palpite, aprender... gosto de jogar sinuca e cartas, música ao vivo, encontros etílicos entre amigos, fugas da realidade, fazer o que realmente quero, deixar o corpo agir por si... gosto de momentos mágicos... gosto de ficar sem palavras... gosto do que é novo e do velho que vale a pena reviver... gosto de amar e amo demais – sem distinção... amo amigos, pessoas que admiro demais, família... gosto de gente, mas me dou bem com a solidão... até por que odeio estar mal acompanhada... tenho medo do escuro, do bicho-papão, dos raios e dos trovões... tenho medo que não gostem de mim e do que faço, mas vivo em estado de constatação – sou e faço para depois ver a reação... as vezes calada, as vezes falante... sempre confusa... sempre reticente... sempre querendo mais... odeio pré-conceitos e conceitos perpetuamente estabelecidos... odeio hipocrisia, mentira e injustiça... acredito nas pessoas, na paz e na revolta.... acredito na mudança... preciso de atenção e carinho... preciso que me segurem a mão... apesar de achar que o fundo do poço, as vezes, pode ser um bom lugar...